segunda-feira, março 03, 2008

Juno


A personagem principal é Juno Macguff (Ellen Page numa performance fantástica), uma garota de 16 anos que engravida acidentalmente do seu melhor amigo, Paulie Bleeker. Sabendo que não tem condição de criar a criança a primeira idéia que tem é abortar, mas desiste, e junto de sua amiga Leah começa a procurar, em anúncios de jornais, possíveis pais adotivos. Ela encontra Vanessa e Mark, um casal praticamente perfeito, com ótimas condições financeiras e que nunca conseguiu engravidar. Juno então resolve contar ao seu pai e madrasta, e apesar do choque inicial eles resolvem apoiá-la nessa decisão.

Juno é sarcástica, cínica, vê o mundo de forma diferente, É diferente. A forma como ela lida com a gravidez muda ao longo do filme, que é dividido em estações do ano. O amadurecimento dela fica claro conforme a barriga vai crescendo.

Todos os personagens são maravilhosos, cada um com sua excentricidade, e Juno desenvolve relações especiais com alguns deles no decorrer da história, principalmente com Mark. As atuações estão ótimas, e o filme tem ótimas tiradas e vai passando de forma tãããão simples e suave, com uma narração tão boa, você nem vê o tempo passar. A história não tem altos e baixos, é a Juno grávida e como ela lida e muda com essa grande encrenca, nada mais que isso. Destaque pra trilha sonora, que acompanha a simplicidade do filme e é super gostosa de ouvir, vai de Belle & Sebastian a Sonic Youth, chegando a Moldy Peaches, que aparentemente foi ao redor de onde a trilha girou.


"Can you hold on for a second? I'm on my hamburger phone.It's just like really awkward to talk on."


Trabalhos de Tara McPherson e da dupla Kozyndan na parede do quarto da garota fazem par ao telefone hambúrguer, e outros detalhes divertidos que ajudam a mostrar a personalidade de Juno. A direção de arte do filme é do Michael Diner, que não pecou em nada. Esperem até ver a abertura, uma graça.

Aliás, uma graça também a cena final. O filme é uma graça do começo ao fim. E teve um efeito estranho em mim, sério. Terminei de ver e fiquei com ele na cabeça, quis ver de novo, e de novo, e de novo. Minha mais alta recomendação.

Ah sim, e eu não sei porque as pessoas fazem tanta questão de citar isso: O filme foi escrito por Diablo Cody, uma ex-stripper. Pronto, citei também só pra não ser a diferente.

sábado, março 24, 2007

O Poderoso Chefão?

fala baixinho no meu ouvido, baby! Dia desses lá fui eu cumprir minhas metas, afinal, não tenho muito o que fazer da minha vida. Fui à locadora e resolvi que levaria as três partes de O Poderoso Chefão. Até aí tudo bem, eu não faço nada da vida, era mamata, cumpriria 1 meta e parte de outras 2 em apenas um dia.

Cheguei em casa alegre e saltitante, expulsei as pessoas da sala, fiz pipoca coloquei a pipoca no microondas, busquei o edredom e voilà, estava pronta para a minha aventura. Seriam 543 minutos de filme, 9 horas e 3 minutos, tudo bem, eu aguento. DVD colocado, legendas selecionadas, era só apertar o play, e foi feito.

É claro que eu já tinha assistido os dois primeiros filmes, mas eu tinha lá meus 10, 11 anos de idade, e fora algumas cenas aleatórias eu não me lembrava de nadinha. O primeiro filme começou, e eu pensava "Quando a história começa a acontecer?" E aquela coisa casamento-escritório-casamento-escritório não passava, e eu comecei a ficar nervosa e com sono. Aí passou, e a história começou a acontecer e a se desenrolar. E o filme acabou e eu pensava comigo mesma "SÓ ISSO????"

Ida ao banheiro, água tomada, corpo alongado, o segundo DVD vai pra bandeja. Nessa hora (leia aqui, lá pelas 2 da manhã) eu já tava com sono do primeiro. Play, e 2 horas depois, Zzzzzz..., eu estava dormindo, nem cheguei a assistir o terceiro, larguei mão. O filme é bom, não nego, foi bem dirigido, aliás o tio Coppola mandou ver, o ex-gostoso-atual-gorducho do Brando atuou incrivelmente bem, e o Pacino também não fica atrás, mas vá pro inferno, precisa dessa enrolação toda? Vou dar um jeito de ler o livro e ver se é um pouco menos cansativo. Se é de dia, e você tem com quem comentar o filme, ele é uma maravilha, mas de madrugada e sozinha é totalmente fatigante.

Aí eu fico pensando, será que é a minha DDA que faz eu achar o filme enfadonho? Afinal, ele está no primeiro lugar do IMDb Top 250, ele está em todas as listas consideráveis de melhores filmes do mundo. Deve ser minha inquietude que faz o filme parecer um grande marasmo. Ou não, talvez as outras pessoas simplesmente nem pensem nisso e achem o filme bom e ponto final, sem se preocupar com quantas vezes bocejaram.

Foi mal aí, mas eu considero ótimo o meu gosto pra filmes, e considero maravilho meu senso. E também sei a diferença entre ruim e chato, afirmando que existem coisas boas que são chatas. Não me venham com pedras na mão, eu disse que o filme é bom e é mesmo, mas não é porque é bom que eu sou obrigada a gostar. Quantas mulheres não gostam de sexo? Várias. E não é nem que eu não tenha gostado, eu só não lembrava que não era isso tudo que as pessoas falam. E 'ai' do cinéfilo pseudocult saudosista que falar "Você não entendeu o filme". É difícil entender que alguém pode entender algo e não achar o máximo? Eu entendo matemática e adivinha só, acho uma grande porcaria.

Admito que é o máximo fazer brincadeiras sobre o poder dos Corleones e referências ao filme em qualquer conversa. Mas daí, a considerá-lo o melhor filme do mundo é um passo gigantesco. No máximo ele deveria estar entre os 20 primeiros. Entraria em um Top 250, em um Top 20, mas não em um Top 5! E mais uma vez, ao pensar nos filmes que as pessoas mais gostam, eu me pergunto "O Poderoso Chefão?"


Metas relacionadas ao post:
-101 em 1001 dias
23. Assistir os filmes do IMDb Top 250 do dia 22/3/2007, desde que eu consiga encontrá-los.
28. Assistir aos três filmes da série “O Poderoso Chefão” em um dia.

-101 antes de morrer
57. Assistir aos melhores filmes de todos os tempos.



P.S.: Sabe qual o pior de tudo? É que eu não consegui assistir aos três, já que eu acabei dormindo, e vou ter que tentar tudo de novo um outro dia... Num futuro não muito próximo, claro!