quarta-feira, outubro 01, 2008

Quem sou eu:

E aí, Meu Irmão, Cadê Você?

Agora eu vivo no Mundo de Leland, ao lado do Albergue Espanhol, virando a esquerda no Estranho Mundo de Jack, atravessando Uma Rua Chamada Pecado. Fica só alguns km depois de Jumanji, em frente ao Fabuloso Destino de Amélie Poulain, bem perto de Sin City. Sou a Menina do Fim da Rua. O Pecado Mora ao Lado e Da Janela Secreta sempre vejo passar O Xangô de Baker Street. Meu quarto é um Cubo, A Senha para entrar é Seven divido pelo valor de Pi. Nele guardo minha coleção de Coisas Belas e Sujas, Bonecas Russas, minha Bonequinha de Luxo e passo os dias A Espera de um Milagre. O Bebê de Rosemary chora a noite toda, mas quando ele cala a boca é um Silêncio dos Inocentes. Morar sozinha é legal, a Adaptação foi difícil, mas O Grande Truque é não ver a coisa como um Bicho de Sete Cabeças.

Todo dia acordo cedo, tomo suco de Laranja Mecânica, pego um Bonde Chamado Desejo, vou pra Fantástica Fábrica de Chocolate e converso com O Operário enquanto jogamos Domino com O Poderoso Chefão. A tarde passo na Huckabees pra comprar Café e Cigarros e depois vou ao Clube da Luta e às reuniões do Clã das Adagas Voadoras.

Os Melhores Dias de Nossas Vidas não seriam os mesmos se tivéssemos nos tornados Educadores. Mas nós todos somos Assassinos por Natureza. Eu matei Bill e ficamos Quase Famosos, mas tivemos Tempo de Recomeçar antes 'que a casa caísse' e alguém do grupo fosse Preso na Escuridão. Eu era um Anjo Rebelde, Rebelde Sem Causa, eu diria. Hoje sou uma Garota Interrompida, alguns são Hooligans, uns Freaks e outros se tornaram caras Feios, Sujos e Malvados.

Te contei? Osama quer ser Herói, Forrest parou de correr, Christiane F. teve Amnésia e Dr. Hannibal Lecter sumiu, deve estar em alguma Guerra nas Estrelas.

Respondendo à sua pergunta, quando eu era pequena peguei As Bicicletas de Belleville pra andar com Tony Montana, ele levou um Capote e é por isso que agora ele é chamado de Scarface. Alguns dizem que eu o empurrei e por isso me chamam de Menina Má . com! Hahaha, que nostálgico, lembrei que nessa mesma época eu criava 12 Macacos, um Dragão Vermelho, um Elefante, um Peixe Grande, Porcos e Diamantes. Meu pai era Taxi Driver e se achava O Iluminado. Minha mãe me deu uma péssima, digo, Má Educação. Achou ruim? Fale com Ela... Hã?? E Sua Mãe Também!

Todos vivemos Encontros e Desencontros. Pois então, certo dia vi Lola passar atrasada, e eu gritava "Corra, Lola, Corra", mas ela parecia ter acabado de comer um lanche Super Size. Me divirto com Briga de Garota, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.

Estudar fora adiantou, mas as vezes ainda fico 'perdida na tradução' de palavras como Trainspotting e Spun. Um dia escreverei A Outra História Americana, comprarei um tanque de guerra, casarei com um canguru e nunca mais me chamarão de Natália, serei Tank Girl.

Na minha Identidade diz que eu não nasci em 1984, mas ainda assim virei Party Monster. Alguns dizem que pra mim A Festa Nunca Termina. Ah se isso fosse verdade... Era Tudo O que Queria! Quando me sinto como Um Estranho no Ninho, deito para ver o 'Céu Líquido', coisas Queimando ao Vento, pensar mal de algum Dogma e escutar Réquiem para um Sonho. O problema é quando olho demais pro Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, meus olhos ardem.

Ultimamente só tenho namorado Sexy Boys e coleciono Amores Brutos. Tenho Uma Vida Iluminada, cheia de Desventuras em Série, tive minha Juventude Transviada, Quero Ser John Malkovich. Sou como todos Os Sonhadores.

Meu Conselho? Faça a Coisa Certa, deixe de Psicose, Este Mundo é Um Hospício mesmo. A Felicidade Não Se Compra, nós fomos Os Eleitos, pare de pensar nessa Intriga Internacional, essa é uma História Real e La Dolce Vita não espera. Conta Comigo, diga "Ensina-me a Viver" e verá que a mudança é Como Água Para Chocolate.


Adeus, Lenin!
C'est La Vie.

P.S.: Aquele garoto excêntrico apareceu de novo com aquele coelho bizarro pra dizer que o mundo vai acabar.

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Foi assim que o campo "quem sou eu" do meu orkut se manteve preenchido durante... Sei lá, uns 2 anos?! Até que, há exatos 2 minutos atrás, eu cansei, oh, mas acho bonitinho demais pra mandar prum limbo mental.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Santos, São Paulo, Brasília, Palmas

Cainã. Talvez seja Cainan, ou Kaynã. Só sei que o nome é esse. Não sei sobrenome, nem idade, nem se te irmãos. O conheci naquela segunda-feira sem nada pra fazer, quando encontraria um colega no Museu Honestino Guimarães - também conhecido como museu bolinha, ovo enterrado, nave espacial, saturno ou iglu. Deu pane no metrô, e eu nunca reclamei tanto na minha vida, roguei pragas pra todas as gerações de todos que tivessem algum pingo de culpa, cheguei uma hora atrasada. É claro que ele não estaria lá, mas "Dane-se, já estou aqui, vamos ver o que tem de bom nesse museu!"

Subi a rampa e dei de cara com as portas fechadas. Com as portas fechadas e com o Cainã. Nós dois ficamos com aquela cara de "hã? fechado?". Na verdade, estávamos é com vontade de chutar alguém, pelo menos eu estava, você também não gostaria de subir ESSA RAMPA e descobrir que foi a toa. Como boa brasiliense que sou, fiquei na minha, de boca calada, quase que ignorando a presença dele. Mas ele é santista e já veio logo falando que seria legal uma placa no começo da rampa pra evitar esforços desnecessários. Puxou a cordinha eu começo a falar!

Descemos conversando e resolvemos ir até o andar debaixo ver se tinha alguma coisa. Só tinha um guardinha pra nos informar que o museu não funciona às segundas. MAS HEIM??? Você com certeza não entende o quão desgraçante é isso. Segunda-feira a tarde em Brasília em pleno mês de setembro significa um sol rachando na sua cabeça, um calor dos infernos, nada interessante acontecendo e o ar seco. Planos completamente frustrados e aquela sensação de "QUE PORRA EU VOU FAZER AGORA?"


Oi, eu não funciono às segundas-feiras.


Até esse momento eu só pensava em como seria bom descontar toda essa frustração no primeiro fela que surgisse na minha frente, eis que eu olho pro lado e ele ainda está lá, de camisa verde, calça jeans, mochila preta e uma câmera na mão. Não olhei pros pés, não sei o que ele calçava, sei que ele tinha um sorriso bom, daqueles que te dão vontade de sorrir também. Estava totalmente pronto pra conversar sobre o que fosse. Talvez ele não tivesse nada demais, não tinha tatuagens visíveis e nem era o Rick Genest, mas eu fiquei encantada. Assim, por nada.

Propus que fizéssemos algo, sugeri o CCBB (que mais tarde descobri que também não funciona segunda) e fomos caminhando em direção a nada. Ele me contou que é de Santos mas mora em São Paulo, onde faz engenharia. Não perguntei qual. "E o que diabos você tá fazendo aqui?". Ele ia a um encontro universitário em Palmas (TO) e resolveu conhecer a capital. Nada muito específico, eu falei um pouquinho de nada sobre mim e depois não conversamos mais nada pessoal, começamos a conversar coisas genéricas e aleatórias, principalmente sobre o que gostávamos ou não onde morávamos. Na verdade, eu lembro direitinho de tudo da conversa, das piadinhas sem graças que eu fiz e de como ele andou por todo o Eixo Monumental visitando tudinho.

Durante essa caminhada sem rumo, recebo uma ligação daquele colega que eu iria encontrar. Perguntou onde eu estava, onde eu queria ir e falou que passaria pra me buscar de carro. Enquanto eu falava ao celular, o Cainã me deu tchau, disse que pegaria ônibus até a rodoferroviária pra esperar o ônibus pra Palmas. Mas tava muito cedo, vi ele se afastando e me deu uma agoniazinha, um desespero, eu não queria que ele fosse. Desliguei, gritei pra ele voltar. Ele voltou, mas não existia um motivo pra isso, não tinha nada pra fazer.

Daí eu não lembro porquê, mas a gente resolveu correr até o Teatro Nacional pra tentar subir nos bloquinhos. Atravessamos as pistas irresponsavelmente, corremos pelo gramado, paramos pra ele tirar fotos de corujas (ele tirava foto de tudo). Atravessamos pistas responsavelmente e descobrimos que os bloquinhos foram retirados sabe-se lá pra que, provavelmente alguma restauração. Eu me senti culpada por tê-lo feito correr aquilo tudo pra nada. Mas ele não parava de sorrir, despreocupado, quase que dizendo pra eu relaxar... Só com o sorriso.



Oi, nós não existimos mais.



Mais fotos tiradas, dessa vez resolvemos atravessar tudo sem pressa, conversando mais sobre aleatoriedades. Talvez fosse a despretensão da situação. Uma brasiliense e um santista sem obrigação alguma, andando numa cidade besta, num calor besta. Não era só o sorriso, eu não sei o que tinha nele, mas eu não queria chegar do outro lado, esperava ficar andando no gramado seco, conversando água até cansar. Já nem me importava com tanta coisa que deu errado num dia só.

Infelizmente, uma hora meu colega chegou, e o Cainã preferiu não ir com a gente pra que não ficássemos presos ao horário do ônibus dele. Por um momento eu pensei em fechar a porta do carro, falar um foda-se bem grande, abandonar meu colega ali mesmo e continuar caminhando com o Cainã. Eu realmente não queria que ele se fosse. Mas aí seria descaso demais até pra minha falta de educação. Ele me passou o número dele, eu salvei no meu celular, me despedi, desejei boa viagem, entrei no carro e o resto do dia foi nada comparado àquele pedacinho da tarde.

Cainã nem sabe, mas se tornou eterno nessa Brasíla!




Ele fica em Tocantins até domingo, quando acaba o tal encontro de sei-lá-o-quê. Na volta ele passa aqui em Brasília outra vez. Eu fiquei aqui, morrendo de vontade de ligar pra ele, mas sem coragem alguma. E me toquei de que, mesmo totalmente encantada, não sei praticamente NADA sobre ele. Ê, vida...

sábado, agosto 16, 2008

Cérebro, o que faremos esta noite?

[pinky mode off]

Não sei se é só comigo, mas eu tenho um desespero constante de sair do Brasil e morar fora por um tempo. Não que eu não goste daqui, adoro, mas é aquela vontade de conhecer tudo, e ir a todos os lugares. Conhecem aquele papo clichê de cidadões do mundo e blábláblá, né? Quero ver o planeta todo, de uma ponta a outra. Os menores países, nos lugares mais escondidos. De NY ao fiofó de Timbuktu e bater um papo com todos os 23 moradores de Hum. Foi assim a minha vida inteira, e já fiz vários tipos de planos. Só que Murphy deve estar sempre ao meu lado, dando um jeito de atravancar meu caminho.

Planejei ir pra Alemanha, fiz aulas de alemão, me lasquei em física e tive que deixar pra lá; planejei ir pra França mas não tinha idade suficiente; me ofereceram uma bolsa pra estudar na Califórnia mas não tinha a grana pra me sustentar lá (eu nunca contei isso pros meus pais); pensei em fazer um ano de faculdade aqui e depois me mudar pra Itália mas não passei no vestibular. Isso sem contar o tanto de mochilão que eu já jurei fazer, pelos mais diversos lugares de todos os continentes; mas, como era de se esperar, sempre acontece alguma coisa pra atrapalhar. Eu, inclusive, quis jogar um dardo no mapa e viajar pra onde ele caísse, mas eu não tinha um dardo...

Pequena pausa para uma pequena observação:
Reparem como eu não tenho um objetivo específico. Não existe um lugar único que seja o alvo de todos os meus desejos. Meu interesse não é centralizado. Reparem, também, como eu usei três orações pra dizer a mesma coisa. Pronto, voltando...

Como toda pessoa comum, quando meus planos são frustrados eu acabo deixando tudo de lado, desanimando da idéia aos poucos e, por fim, esquecendo completamente. Eu até que podia lutar um pouquinho mais e talvez conseguir, mas isso era demais pra minha paciência. Eu queria tudo de uma vez, e queria na hora, levava muito a sério o "Live fast, die young, leave a beautiful corpse". Ainda tenho um pouco disso, mas aprendi que pra conseguir certas coisas (quando você não é rico) é necessário um planejamento a longo prazo.

Se tudo der certo, o mundo será meunos próximos 3 anos eu vou morar no Canadá, serei voluntária em alguns países da África, passarei um tempo estudando inglês no Reino Unido e depois disso eu tenho inúmeras rotas pra cumprir. Mas primeiro eu me mato de estudar física, química e matemática pra passar no vestibular aqui e facilitar meu objetivo de conquistar a Ásia, a África e um terceiro continente a sua escolha viajar pelo globo todo.

Agora eu tenho idade suficiente pra qualquer coisa, uma graninha guardada e tempo pra desenrolar o que Murphy complicar. Até comprei um dardo!

E não se esqueçam, como já dizia o sábio, "Se você não tem um objetivo na vida, escolha um dos objetivos do War".

[pinky mode on]
Cérebro sabia que ZORT ao contrário é TROZ? TROZ! TROZ! TROZ!!!

~Narf!

quarta-feira, julho 23, 2008

Love is a fucking bitch

Bem barata, com esmalte vermelho descascado. Eu já comentei por aqui que me apaixono que nem troco de roupa? Hoje eu tô meio existencialista. Esse papo de que não dá pra sair amando todo mundo é tão balela quanto o papo de que você morre se comer manga e beber leite.

Só hoje eu me apaixonei 4 vezes, e adivinhem só: Vou dormir sozinha e sem ninguém na cabeça. Infortúnio! Ou não.

É claro que isso não faz mal nenhum pra mim, pelo menos não que eu tenha percebido, mas pros garotos... Ah, me desculpem, guris, é que eu enjôo muito fácil. Mas vocês têm uma grande parcela de culpa, eu não gosto disso, vocês que pedem. Guardem seus charmes na gaveta e eu juro que não brinco mais com cabeças e corações alheios.

Eu ando um pouco Holden Caulfield.

quarta-feira, junho 04, 2008

Desenterrando um bloco de notas

Em 13 de dezembro de 2006 eu provavelmente estava triste por terminar a escola (que doente!) e escrevi isso num bloco de notas:

"Eu quero reunir pessoas legais e que gostem e entendam de filmes bons pra assistir filmes bons em alguns lugar legal! By the way, já ouviu falar de clube do livro? Eu quero uma espécie de clube dos filmes, livros, cds e dvds. Também quero um clube dos jogos de tabuleiro!

Não suporto pensar que agora que o terceiro ano acabou eu vou ter que ficar a toa por um tempo. Isso não é justo, preciso de distrações. Vou acordar cedo, fazer coisas simples, planejar uma festa, ir a outra e dormir tarde. Só vou dormir 4h por dia, os cochilos no ônibus/metrô/qualquer lugar não contarão.

Quero uma banda nova, fazer todos os esportes, estudar todos os idiomas, aprender a tocar bateria, comprar cordas novas pro meu baixo, importar jogos de tabuleiro, comprar tintas, pintar quadros e paredes, comprar máquina e filme, revelar fotografias, entrar em ônibus que eu nunca peguei só pra ver até onde vai e quando chegar no ponto final atravessar a rua e pegar outro pra voltar pra casa.

Vou assistir todos os vídeos do youtube, gravar vídeos engraçados, gastar montes de dinheiro com cds, livros e dvds e decorar cada detalhe de todos. Vou arranjar um namorado que more perto (mas nem tanto), um namorado que diga "i'd rather dance with you" e dance que nem no clipe, mas que tenha um jeitão Pete Doherty+Julian Casablanca e uma carinha de Fab Moretti+John Hassall. E eu juro que nunca vai sobrar tempo."

Pra começar, eu não morri e hoje não escreveria nada do que escrevi naquele dia. Eu achava que podia abraçar o mundo com as pernas. Queria tudo, queria fazer tudo, ainda quero! Inocente... Acordar cedo? Que palhaçada, hoje eu levantei mais ou menos às 13h30. Festas, ahhh sim, as festas, não planejei nenhuma! Minha banda nova já está no fim, aprendi a tocar duas músicas na bateria, comprei as cordas, mas meu baixo agora mora na casa da guitarrista da banda, aqui fica a guitarra. o.O?

Os jogos de tabuleiro, junto da pasta de palmito+pão sírio, viraram uma espécie de detalhe fundamental nas reuniões com os amigos do parkour. Comprei tintas, pintei paredes, aprendi a revelar fotografia, tirei foto com caixa de fósforo e com lata de nescau, pintei minha cara, pintei a cara dos outros, pintei. Gastei montes de dinheiro, mas não comprei metade do que eu queria, as coisas são muito caras. Gravei muitos vídeos engraçados, nunca tive coragem de colocá-los no youtube.

Namorado? Tive alguns, uns pertos, um lá em Florianópolis, cansei de viajar, cansei da cara dele, tchau! Hoje apaixono e desapaixono por Petes, Julians, Fabs e Johns. O tempo inteiro, assim como quem troca de roupa. Aliás, ando sentindo bastante nojo do Pete Doherty. Resolvi não perder tempo com namorados e sim com os amigos, agora eu já não perco tempo com ninguém.

Esse negócio de entrar ônibus que eu não sei onde vai com certeza daria em MERDA! Já até me imagino indo parar nos confins do inferno sem saber como voltar. Daí eu seria assaltada-estuprada-esquartejada ou eu teria que ligar pros meus pais me buscarem e escutaria uma bronca animal.

O tempo passa, o tempo voa (e a poupança Bamerindus continua numa boa) e eu agradeço por não ser tão bobinha quanto eu era aos 16. Ainda quero reunir pessoas legais e que gostem e entendam de filmes bons pra assistir filmes bons em alguns lugar legal. Quer? Ahhh, continuo gostando do clipe, e se você prefere dançar comigo é só chamar, hoje me sobra MUITO tempo.




terça-feira, junho 03, 2008

Homens

Eu quero que todos morram escaldados...

Menos meu pai, meus irmãos e o Lamim (só porque ele já tá sofrendo demais)! E agora eu resolvi que também não quero que o Jack seja escaldado, ele é bem wubwub.

quinta-feira, maio 29, 2008

Wilma

1961, numa cidade do interior de São Paulo, Wilma, depois de mais de 2 anos desejando casar com aquele bom partido da cidade - bonito, cabelos negros e rico-, acabou se casando com o melhor amigo dele, também bom partido mas um casamento arranjado. Seu marido era até mais belo que o seu eterno desejado, mas não tinha tanto dinheiro quanto o outro - tinha, mas não tanto! Ainda hoje se arrepende dessa união.

Ela não é uma pessoa de muitos amigos, todas as suas companheiras viraram grandes nomes da sociedade e cortaram seus laços com a ex-rica. Amargurada e solitária, virou dona de casa após um golpe dado nas empresas do marido. Ficou pobre, pobre esnobe! Sua família se mudou para uma cidade no Distrito Federal que não era nada bem conceituada, mas ela nunca deixou de agir como se fosse superior a todos, fazia questão de ostentar coisas que ela já teve na vida. Se endividava até o pescoço para tentar freqüentar clubes de ricaços e esconder seu fracasso.

Teve dois filhos, uma moça e um rapaz. Sempre planejou para eles casamentos que trouxessem de volta as riquezas da família. Sua filha era linda e ambiciosa, mas odiava a mãe, principalmente depois do episódio de sua festa de 15 anos. Wilma expulsou uma amiga da garota, mãe solteira, achava que sua família não deveria se relacionar com esse tipo de gente, ignorando completamente que antes de se casar ela havia engravidado de um vizinho e feito um aborto!

A menina casou-se com um milionário, mas ignorou completamente a mãe e mudou-se para a Europa sem nunca mais dar um sinal de vida. O filho, casou-se com aquela... Aquela, negra, pobre, que nunca teve o respeito de Wilma. Quase mata a mãe do coração, imagine, como ela ia manter as aparências dessa forma? Seu filho, casado com a "mulambenta".

Wilma virou a senhora mal-humorada de rosa no metrô. Carrega na face toda a frustração que ela remói. Ao seu lado, um senhor simpático, daqueles que sorriem o tempo inteiro e contam piadas e histórias divertidas pra todo mundo. Totalmente contrária a seu marido, ela olha de lado, analisa tudo e todos. Observa cada um que entra no trem, julgando em silêncio tudo que ela não considera digno. Se esquece completamente de seus defeitos. Aquela garota de cabelo rosa era pra ela um ser que merecia ir pra fogueira. Na segunda vez que olhou para a menina ela percebeu que estava sendo encarada. Como essa insolente ousa a encarar? Na terceira vez viu uma imensa língua rosada, arregalou os olhos e ficou ali, chocada.

-Post parceria da minha falta do que fazer com a procrastinação da minha irmã mais nova-

quarta-feira, maio 14, 2008

Criança herege

Começo de 2001, eu notei que todos os amiguinhos do prédio pararam de descer pra brincar aos sábados, me sentindo sozinha e abandonada eu fui atrás do motivo pra todo o marasmo vespertino do fim de semana. Maldita hora em que eu resolvi ser curiosa, descobri que estavam todos fazendo CATEQUESE! Isso mesmo, aquelas aulinhas de religião que você tem antes de fazer a primeira comunhão.

Eu odiava ficar sozinha e sem nada pra fazer, naquela época eu já era viciada em computador, mas não tanto. Me matriculei na tal catequese, minha mãe achou estranho, meu pai não deu a mínima. Eu não sei onde estava com a cabeça, por que diabos eu não resolvir transformar o dia de catequese em dia do livro? Imaginem só, eu passaria a manhã inteira lendo... NÃÃÃÃÃÃO, eu tinha formiga na bunda, precisava ir pra onde estavam todos e bagunçar até não poder mais. Santa inocência! Eu realmente achei que as pessoas iriam pra catequese pra socializar.

As aulas eram numa escola perto de onde eu morava, e atravessando a rua você chegava na igreja. Meu primeiro dia, fui pra igreja achando que as aulas seriam lá, e lá foi o padre comigo pra escola me mostrar qual seria minha sala. Burra, idiota! Eu era a novata, numa sala com pessoas da minha idade e TODOS os meus amigos ficaram em turmas diferentes por serem mais velhos. "Tudo bem, tem o intervalo!" E o intervalo era lindo, eu me sentia no meu prédio, só não podia correr descalça.

Depois de um tempo eu comecei a perceber que ninguém tava ali pra brincar, algumas pessoas nem mesmo sabiam porque estavam ali. Percebi também que todo mundo achava que era pecado ou coisa do tipo conversar durante as aulas e que talvez eles fossem pro inferno se não obedecessem a catequista. Aquilo foi começando a me irritar, esse negócio de ter que ler a bíblia e saber da caminhada que um bando de gente sem internet fez há mais de 2 mil anos. Pra piorar, depois da aula a gente tinha que ir pra missa. Até que eu descobrir que dava pra fugir, hehehehehehe. Então era assim, quando eu não matava aula eu fugia no caminho pra igreja. Até que eu me toquei de que a "professora" era mais burra que eu.

Adultos NUNCA podem deixar transparecer que são menos inteligentes que uma criança, principalmente se o pirralho tem uma mente maligna que nem eu tinha. E foi aí que eu pensei "Ok, já que estou aqui, vou me divertir com a cara dela". Perguntar, perguntar irrita, principalmente se a pessoa questionada não souber responder. Comecei a estudar, lia tudo que eu via, só pra descobrir falhas nas explicações da catequista e poder deixá-la bem brava. Sádico, eu sei, mas vai explicar pruma criança de 11 anos que certas coisas não são legais. Independentemente de acreditar ou não, eu tava a fim de deixar a pobre coitada em situações complicadas.

Catequista: Mimimi, nós temos que seguir o que Deus diz!
Natália: Isso quer dizer que os índios vão pro inferno? Como é que eles vão seguir o que deus diz se eles não têm bíblia?

Aí ela me mandava pra casa, aliás, era só eu falar sobre ETs, dinossauros, deus ser vingativo e contradições que ela me mandava embora. Até que um dia eu causei um rebuliço na sala de aula:

C: Os 10 mandamentos, blábláblá, não matarás!
Meu conhecimento de sexta série entrou em ação!
N: E a santa inquisição? O inferno tá cheio de bispos e religiosos, então??

Ela ficou pensando, quase que dando uma resposta, mas passou uma formiguinha na frente dela. Pobre formiga, não foi avisada de que aquela senhora destrambelhada daria um passo pra frente, foi pisada. Não me segurei...

N: V-v-você acabou de matar uma formiga com esse seu pé gigante.

E ela ficou ali com cara de pastel enquanto as outras crianças ficaram apavoradas pois mataram baratas, pernilongos, ou sei lá mais o quê. Foi aí que ela me puxou pelo braço, chamou um outro tio pra cuidar da minha turma e foi comigo até a igreja, chamou o padre e contou quão sacana eu era. Inclusive aumentou bastante a história.

"Essa criança é herege!!!!@!" Ela falava isso como paulista fala "meu". Achei que eles fariam uma fogueira ali mesmo e me queimariam enquanto me chamariam de bruxa, ou então fariam que nem fazem com o boneco de Judas, imaginei até um exorcismo. No fim das contas eu fui expulsa da catequese, já que eles chegaram à conclusão de que não sou digna da comunhão. O padre inclusive disse que eu seria excomungada, mas acho que ele tinha que ser papa pra poder fazer isso.

Sabe, eu acho que eles pensam que acabaram com a minha vida! BABACAS!

domingo, maio 11, 2008

Tirando o porte de armas

Um pequeno apunhado de fatos sobre minhas desventuras na auto escola:

15/4 - Uma das minhas primeiras aulas e eu sou parada numa blits. Antes mesmo de pedir a minha licença de aprendizagem o guarda faz uma cara de chocado e pergunta: "NOSSA, você já tem 18 anos e ainda pinta o cabelo dessa cor???" Tudo bem, eu aprendi a relevar essas coisas, mas logo depois que pegou minha identidade ele solta um "NOSSA, É VOCÊ?"
Babaca!

17/4 - PLAWlei um cone. Achei que seria o fim da minha carreira de motorista. Eu toda feliz driblando cone no primeiro simulado da auto escola, eis que DO NADA vem uma aluna imbecil e se enfia na frente do carro. Ok, eu me assustei, freiei virando e coitado do cone, era ela ou ele, triste. O pior mesmo foi meu instrutor rindo da minha cara de ódio enquanto um amigo, no banco de trás, falava que sabia que só deveria andar comigo se fosse de metrô. Hoje eu me arrependo de não ter escolhido ter atropelado aquela maldita.
Babaca!

18/4 - Nesse dia eu fui pra nada, pelo simples prazer de conversar com meu instrutor. Daí um dos outros instrutores vê a blusa do Encontro Brasileiro de Parkour e diz "Parkour??? Eu fazia isso aí, curte só..."
Adivinhem o que ele fez.
...
PALM SPIN NO CARRO!@!12!212sexy
Óbvio! (constemos essa é a coisa mais ridícula que você pode fazer e chamar de parkour)
Babaca!
E quando chega a aluna que o cara tava esperando eu descubro que o nome da infeliz é RISOLETE! RISOLETE!!!!!!!1 (leia risolête e não risoléte)
Alguém me diz de onde um pai tira um nome desse...
Babaca!

Aí eu imaginei que já tinha presenciado todo tipo de estupidez existente, mas eu tô no Brasil...

29/4 - Eu descubro que meu instrutor legal entrou de férias. Quem vai me dar aula? Claro que o cara do palm spin, tinha que ser, Murphy resolveu colar em mim. A situação era pior do que eu imaginava, o cara tem um português no nível mais flamenguista que existe. Pra me alegrar mais, ele é uma anta, daquele tipo besta quadrada metida a gênio.
Babaca!

30/4 - Era o dia do meu simulado final. RÁ! Eu pronta pra marcar a data da prova e correr pra casa. Aí o imbecil começa a falar umas coisas do tipo: "Tá vendo que tem a placa de PARE? Isso significa que você tem que parar!" ¬¬ "60km, não passa disso, é por isso que tem a placa..." E ele ficou o tempo INTEIRO com a mão no câmbio. Babaca! Daí eu comecei a ficar muito puta, meti o pé no acelerador , empurei a mão dele e fui a 80 onde dava. Um cara avisa que minha porta tá aberta, só que a alguém quebrou a maçaneta do lado de dentro, só abria por fora. O idiotão fala "Abre por fora aí que eu seguro o volante" Ok, esperei ele colocar a mão no volante e fui fechar a porta, só que o estúpido solta o volante bem na curva e começa a me xingar! "Você é lesada assim ou se faz? Não pode soltar o volante!" O.O
Babaca!

A vontade de soltar o cinto dele, abrir a porta e empurrá-lo ali mesmo só não era maior que minha noção de que isso ia me mandar prum presídio. Tudo bem, nesse momento minha paciência já era inexistente, respondia tudo monossilabicamente só imaginando como eu iria matá-lo e cantava alto pra não ter que ouví-lo. Daí começa o absurdo "Olha, como você é mulher, olha no retrovisor umas duas vezes antes de mudar de faixa, tá?" Babaca! Aí a parte malígna do meu cérebro começou a funcionar "Vou deixar esse cara com o cu na mão!" era tudo que eu conseguia pensar. Na primeira chance eu fechei um ônibus, comecei a colar na galera, freiar em cima da hora, e fazer curva sem reduzir. No fim das contas ele desceu do carro com as pernas tremendo e disse que eu preciso pegar mais 10 aulas, é que eu desrespeito muito as leis de trânsito... E ele ficou achando que eu ia pegar mais esse tanto de aula só porque ele queria.
Babaca! Babaca! Babaca! BABACA! BABACA!BABACA!BABACA!!2!2!1121

Conclusão: Nesse mundo só tem babaca! E olha que eu nem postei as coisas que eu ouvi nas aulas teóricas... Mas é claro que ninguém vai levar em conta as idiotices alheias, é mais fácil me chamar de estressada. BANDO DE BABACA!



(Ah, layout novo e coisa e tal...)

sábado, abril 26, 2008

Sobre metrô, caras, tatuagens, Zombie e paixão platônica

Lá estava eu no metrô, palco de 50% das histórias mais inusitadas da minha vida, com meu caderninho na mão, cheia de idéias e pronta pra colocá-las no papel. Um puta sono de quem dormiu às 4h30 e acordou às 6h. Eu sou daquelas que sai de casa do jeito que acorda, dependendo do compromisso, claro que tomo banho, se for possível visto o pijama outra vez. Hoje era só mais um desses dias em que eu fui pra auto escola com a clássica calça-de-moletom-cinza-velha-furada, uma camiseta de banda qualquer e o cabelo preso da forma mais feia possível. Os fones no ouvido, a cara de sono. Sentei no primeiro banco que eu vi livre e depois de escrever várias linhas senta alguém do meu lado. Claro, eu curiosa virei pra ver quem era.

Óbvio que era o cara mais gato que eu já vi na vida, deveria ser crime ser bonito daquele jeito. Ele era exatamente do jeito que eu imaginaria um homem dos sonhos se eu perdesse meu tempo com isso. Além de bonito o cara tinha aquele estilo de quem toca guitarra, desce do palco, te joga na parede e te chama de lagartixa. Tudo perfeitinho, das tatuagens ao cabelo "eu mesmo cortei", passando pela cara de despreocupado e chegando na camiseta do Iggy Pop. É claro que eu reparei todos os detalhes disfarçando o máximo possível, mas depois que reparei tudo que tinha que reparar eu voltei pro que eu estava escrevendo, não ia morrer por um cara do metrô. Não IA, até eu perceber que tava usando a tal calça furada, com o cabelo preso desgrenhadamente e com olheiras dignas de zumbis... Murphy, murphy. Fazer o quê, né? Desencanei, ora bolas, eu tava achando que estava onde? Num filme em que você encontra o amor da sua vida no metrô? Duh...

Desci antes do tal e já na escada percebi que já nem lembrava da cara dele. Absurdo, eu lembrava que ele era lindo, daqueles de babar, mas não lembrava como ele era. Mas eu lembrava bem das tatuagens... Ah, as tatuagens, num braço ele tinha um blackwork com um monte de detalhes bem fodas, no outro uma série de desenhos diferentes, todos em B&W. Foi só depois de me pegar suspirando pelas tatuagens do cara sem nem mesmo lembrar do rosto dele é que eu me toquei de quão maria-agulha eu sou. Aí eu lembrei de uma das minhas paixões platônicas. Rick Genest, o Zombie, também conhecido na internet como SkullBoy. Você provavelmente já viu alguma foto dele circulando por aí.




Sou atraída de verdade e sinto um puta tesão por ele, não sei quando foi a primeira vez que o vi nessa tal de internet, mas na mesma hora ele foi pro primeiro lugar da minha lista de "quero esse pra mim". Não adianta, já me chamaram até de retardada, mas ele é definitivamente um dos caras mais lindos que eu já vi na minha vida, ele é tão bonito, que se não fosse tatuado seria sem graça. Ok, essa é uma péssima explicação. Mas sério, se vocês conseguirem enxergar por baixo da tinta verão que ele é bem bonito. "Ah, mas e se ele for um imbecil?" Tanto faz, é só platonice minha mesmo... Eu nem sei explicar a atração que eu sinto por ele e por alguns outros caras, talvez não tenha nada a ver com as tatuagens ou com o quão bonito ele é. Talvez seja só o tal charme. Não é possível que só eu o ache charmoso. Aliás, dia desses alguém me falou que "charmoso" é um adjetivo que só as mulheres usam, e é mesmo, reparem.

Eu fico realmente intrigada em como gosto é uma coisa absurda, eu não sei se eu sou demente, mas esse padrãozinho Tom Cruise não faz meu tipo. Outra coisa que me intriga, é que esses caras que me atraem tanto geralmente ficam com as mulheres mais contrárias a eles possível, daquelas que vão ao salão toda semana, e usam salto, se é que vocês me entendem. Também, elas provavelmente nunca se deixam flagrar com a calça-de-moletom-cinza-velha-furada e o cabelo despenteado. Oh, vida cruel!

Ah, quem quiser ver mais fotos, tem uma entrevista com ele aqui: Zombie: Living Dead Art
Ah [2], já ouviram falar do Skull-A-Day? Um blog, caveiras, uma imagem diferente por dia.